“Eu vim para servir”

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Irmãos e irmãs,

Iniciamos mais um ano de trabalho missionário com mais uma Campanha da Fraternidade. Precisamos observar o passado e, diante dos pontos positivos e negativos, valorizar a experiência vivida em cada atividade realizada, e lançar nosso olhar para o futuro. Pois, assim como o mundo evolui, nós cristãos também crescemos pela Palavra de Deus que é viva e eficaz.

Nestes últimos tempos, a Igreja no mundo inteiro foi presenteada com duas grandes e animadoras reflexões. Trata-se da Exortação Apostólica Evangelli Gaudium (Alegria do Evangelho) do Papa Francisco e o Doc. nº 100 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Comunidade de Comunidades: uma nova Paróquia. Estes documentos nos fortalecem diante das dificuldades da evangelização no mundo moderno.

O primeiro origina-se das características próprias do autor: “Francisco”, que tem animado o povo católico com seu jeito simples, sereno e humilde de governar. O documento nos sugere que, obstante aos erros, derrotas, barreiras e o ateísmo que hoje enfrentamos, é preciso continuar alegremente nosso trabalho, que consiste em anunciar a redenção aos pobres, excluídos. Vencer o desânimo e cada vez mais acolher com convicção o projeto do Criador para a humanidade.

O cristão que diz sim ao plano de Deus não pode ser fraco. É necessário que sejamos determinados, fortes na fé e alegres na esperança (Const. Redentorista nº 20) e mesmo em meio às dificuldades é preciso saborear a presença de Deus e nos alegrar, percebendo que não estamos sozinhos. Precisamos deixar de ser “pessoas sensíveis, melindrosas” porque gente assim desiste com muita facilidade da missão (conf. João 6,68). Considerando que somos “Filhos Amados do Pai Eterno” já é um motivo mais que especial para nos alegrar e fazer com que as pessoas percebam nossa alegria em servir a Deus. Por exemplo: um Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão que distribui a Hóstia Consagrada “de cara fechada” não está oferecendo Jesus para as pessoas…

O segundo documento trata-se da conversão pela qual todos nós, como Igreja, devemos passar. Essa “conversão pastoral” nos é apresentada pela CNBB a partir da síntese do Concílio Vaticano II, Documento de Aparecida, das Diretrizes Gerais da Evangelização entre outros, refletindo o papel da paróquia. Urge no seio da Igreja um estado permanente de missão que envolva o clero, diáconos e leigos, para que tenhamos consciência da importância de todos na Igreja que é missionária.

O documento não extingue a paróquia/ sede, mas nos interpela para que tenhamos uma visão mais abrangente, além estruturas, ou seja, como Igreja missionária devemos ir ao encontro do outro, sair de nossas comodidades e lançar redes. Suscitar nas pequenas capelas e comunidades, o desejo de querer ser ali, sinal da graça de Deus que alcança todos os povos.

Percebemos nos pequenos bairros um avan- ço de Igrejas de outras denominações. Não as culpo. Estão fazendo seu trabalho. Talvez nestas regiões, nossa presença católica não esteja sendo expressiva. Também não precisamos ficar apontando que este ou aquele é o culpado. É preciso refletir juntos a partir de uma boa avaliação sobre tal realidade. Como já foi dito, a conversão é para todos nós.

É preciso nos organizar e juntos iniciar um trabalho mais abrangente. Sei da dificuldade do acompanhamento por parte dos padres nas nossas capelas, pastorais, grupos e movimentos. Por isso, é preciso que mais pessoas digam “sim”. Abramos o nosso coração e alarguemos os nossos horizontes. Devemos sim, passar por esse processo de conversão. Muitas vezes constatamos que nossa comunidade ou pastoral não está boa. Será que eu não estou contribuindo com essa má fase? Estou somando ou dividindo? Preciso me questionar.

A Campanha da Fraternidade deste ano é um forte apelo para que a Igreja descentralize, saia de si, das suas comodidades e vá ao encontro da sociedade que clama a presença amorosa de Deus nos corações das pessoas. Conclama todos nós cristãos católicos para que, a exemplo de Jesus, sirvamos o outro nas suas mais diversas necessidades. Esta campanha é um tempo oportuno para a Igreja mostrar a sua fé e força e, diante de tantas propostas, se apresentar à sociedade e destacar a “notícia boa” que é o Cristo presente em nosso meio. Que nós, enquanto comunidade, sejamos a expressão do amor do Pai Eterno para todos.

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