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O Papa Francisco tem sido claro em destacar a “obrigatoriedade” do amor fraterno para com todas as pessoas, caso se queira ser autêntico na fé cristã e não apenas cristão da boca para fora. E o papa não está inventando absolutamente nada: foi ninguém menos que Jesus Cristo quem fez questão de declarar esta obrigatoriedade com toda a ênfase ao afirmar que até mesmo aos inimigos nós devemos amar e perdoar “setenta vezes sete” – expressão que quer dizer “sem limites”. Do contrário, pergunta o próprio Cristo, que mérito teremos? Isto significa que nenhum cristão tem o direito de julgar e muito menos condenar o próximo. Nenhum. A ninguém. A própria Igreja se declara incapaz de julgar o que há no coração e na consciência de quem quer que seja: e ela afirma esta impossibilidade claramente na célebre fórmula “De internis neque Ecclesia” (pronuncia-se “de intérnis nékue Eklésia”), ou seja: “Sobre as realidades internas, nem sequer a Igreja (pode julgar)”. Somente Deus conhece o que há no interior de cada consciência e somente Ele pode (e vai) nos julgar. Existe uma grande diferença, no entanto, entre julgar uma pessoa e julgar atos específicos praticados ou omitidos por uma pessoa. Embora seja humanamente impossível julgar as intenções, é perfeitamente possível julgar um ato ou omissão concretos e declará-los moralmente bons, maus ou neutros. Afinal, assim como é uma verdade básica da fé cristã que só Deus perscruta o íntimo dos corações e só Ele pode julgar as consciências, também é uma verdade básica da fé cristã que Deus é Bondade, Verdade, Beleza e Unidade Absoluta – e se Deus é a Referência do que é bom, verdadeiro, belo e uno, isto significa que existe, objetivamente, um parâmetro absoluto de bondade, verdade, beleza e unidade. Dito de outra forma, a verdade, a bondade, a beleza e a unidade não são relativas, como pretende a “elasticidade ética” da contemporaneidade laica, incoerente e ilógica na própria formulação de que o relativo possa ser parâmetro de alguma coisa. É o caráter absoluto da Verdade, da Bondade, da Beleza e da Unidade o que constitui a base da moral. Como dizer que algo é bom se não existe A Bondade? Não se pode julgar uma pessoa porque não se sabe o que há em sua interioridade, mas pode-se julgar o que ela faz, diz ou deixa de fazer e dizer, já que o seu agir é patente. No cristianismo, esta lógica se traduz na máxima “Odiar o pecado, mas amar o pecador”. E é nesta lógica que muitos cristãos escorregam, confundindo pecador e pecado e julgando/condenando não atos ou omissões concretos, e sim pessoas, odiando-as em vez de amá-las.

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Uma diferença crucial, que até hoje muitos cristãos ignoram: julgar algo é possível; julgar alguém, não

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O Papa Francisco tem sido claro em destacar a “obrigatoriedade” do amor fraterno para com todas as pessoas, caso se queira ser autêntico na fé cristã e não apenas cristão da boca para fora. E o papa não está inventando absolutamente nada: foi ninguém menos que Jesus Cristo quem fez questão de declarar esta obrigatoriedade com toda a ênfase ao afirmar que até mesmo aos inimigos nós devemos amar e perdoar “setenta vezes sete” – expressão que quer dizer “sem limites”. Do contrário, pergunta o próprio Cristo, que mérito teremos?

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Missão Vocacional 2016

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Nos dias 28 e 29 de 29 de maio de 2016 aconteceu na paroquia São Judas Tadeu na cidade de Esmeralda  á missão vocacional promovida pela  Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

Admissão dos novos aspirantes e postulantes

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No dia 12 de fevereiro de 2016, na capela da casa de formação, a Congregação dos Irmãos de Nossa Senhora de Lourdes acolheu 5 jovens na casa de formação, em Betim-MG: 2 aspirantes e 3 postulantes. Rezemos pela perseverança deles.

 

 

 

Festa de Nossa Senhora de Lourdes

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1ª noite da festa em honra a Nossa Senhora de Lourdes

A congregação dos Irmãos de Nossa Senhora de Lourdes realiza de 11 a 14 de fevereiro na cidade de Betim-MG  a festa em honra a sua padroeira,Nossa Senhora de Lourdes.

O Santo ano da Misericórdia tudo que você precisa saber

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  1. Ano jubilar. O que é isso?

Também chamado de Ano Santo, é o período de aproximadamente um ano em que celebra um acontecimento ou fato de destaque para os cristãos. O primeiro Ano Santo foi celebrado em 1300,por iniciativa do  papa Bonifácio oitavo. Ele planejou um Ano Santo a cada cem anos, mais, a partir de 1474, passou a ser celebrado a cada vinte e cinco anos; assim mais pessoas podem participar dele. Ate hoje foram celebrados vinte e cinco Anos Santos ordinários, sendo o ultimo o jubileu de ano 2000.

  1. Existem Anos Santos extraordinários?

Sim. O Papa pode convocá-los por motivos especiais, sempre tendo em vista o bem e a  conversão dos cristãos e das pessoas de boa vontade. O ultimo Ano Santo extraordinário foi o dos 1950 anos de Redenção, em 1983, convocado pelo papa São João Paulo segundo.

  1. De onde vem a inspiração para o Ano Santo?

Do Antigo Testamento e do Novo Testamento. Confira os textos de Levíticos 25 e de Lucas 4,14-21.

  1. O Papa Francisco proclamou um Ano Santo extraordinário?

Sim. “Será o Ano Santo da Misericórdia.” Este Ano Santo da Misericórdia iniciar-se-á na Solenidade da Imaculada Conceição (08/12/15) e concluir-se-á a 20 de Novembro de 2016. A abertura deste jubileu coincidira com o cinquentenário do encerramento do Concilio Vaticano II, que aconteceu em 1965, e reveste este Ano Santo de um significa especial, encorajando a Igreja a prosseguir a obra inicial no Concilio (Orani João Tempesta, www.cnbb.org.br,13/052015).

  1. Quando o Papa Francisco comunicou a realização do Ano Santo da Misericórdia?

Foi no dia 13 de março, durante a celebração da Penitência, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Na ocasião, disse o Papa “Pensei muitas vezes no modo como a igreja pode torna mais evidente a sua missão de ser testemunha de misericórdia. É  um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho. por isso decidi proclamar um Jubileu Extraordinário que tenha no seu centro a misericórdia de Deus. “Será um Ano da Misericórdia”.

  1. Qual o lema do Ano Santo da Misericórdia?

“Sede misericordiosos como o Pai” do evangelho de Lucas (6,36), texto retirado do Sermão da Montanha (Lc 6,20-49).

  1. Existe um site sobre o Ano Santo da Misericórdia?

Sim: http://www.iubilaeummisericordiae.va , com todas as informações, anuncio, convocações, bula, calendário, oração entre outros.

  1. Quais são  as indicações  praticas  indicadas para o Ano Santo da Misericórdia ?

Eis algumas:

  1. Anunciar a misericórdia de Deus realizar peregrinações
  2. Ir ao encontro de quem vive nas periferias existenciais
  3. Refletir e praticar as obras de misericórdia corporal e espiritual
  4. A oração, o jejum e a caridade.
  5. Reserva às 24 horas para o Senhor 
  6. Participar do sacramento da Confissão 
  7. Acolher os missionários da Misericórdia enviados  pelo Papa
  8. Perdoa de todo coração a todos 
  9. Superar a corrupção
  10. Receber a indulgencia
  11. Participar da Eucaristia
  12. Buscar e fortalecer  o  ecumenismo e o dialogo religioso
  13. Converte-se

Oração do Ano Santo da Misericórdia

Senhor Jesus Cristo,

Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste,

e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele.

Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos.

O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro;

a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura;

fez Pedro chorar depois da traição,

e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido.

Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana:

Se tu conhecesses o dom de Deus!

Vós sois o rosto visível do Pai invisível,

do Deus que manifesta sua omnipotência sobretudo com o perdão e a misericórdia:

fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória.

Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza

para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro:

fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus.

Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção

para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor

e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem

proclamar aos cativos e oprimidos a libertação

e aos cegos restaurar a vista.

Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia,

a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.

Amém !

Uma outra face de São Francisco de Assis

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Historiadora Chiara Frugoni revela um Francisco menos adocicado, menos “estatueta de presépio”, mais contestador

São Francisco de Assis é um dos santos mais populares da Igreja Católica. Aliás, existem muitos não católicos que se dizem fiéis ao monge. Muito disso é atribuído à sua relação com o meio ambiente e com a forma despojada que vivia. O próprio Jorge Mario Bergoglio, ao escolher ser chamado Papa Francisco, quer alinhar esse ícone ao seu pontificado. Na Encíclica Laudato Si’, o pontífice mais uma vez revela o quanto se orienta pelo simbolismo franciscano. No entanto, o próprio Papa traz questões de fundo que dão pistas, apontam para algo mais em São Francisco de Assis. É algo que transcende a candura do monge pobre, que amava a natureza. Há uma mística muito intensa no santo, por vezes dura e nem tão romântica. Essa faceta é objeto de estudo da historiadora italiana Chiara Frugoni. “Ele decidiu aplicar o Evangelho ao pé da letra e seguir a vida de Cristo, para espalhar uma mensagem de amor e de paz”, explica, ao referir que essa tarefa, por vezes, o colocava em choque com a própria Igreja.

É como se dessa necessidade de aplicar o Evangelho derivasse a urgência de viver desprendido de tudo, como fruto integral da Criação. Para Chiara, tamanho desprendimento fazia São Francisco levar uma vida singela, simples como a dos animais. Assim, vivendo com despojamento quase animal, poderia ser “como as aves do céu, livres para voarem com total liberdade”. No entanto, na prática, fazer essa mística se materializar em ações era algo extremamente complexo. A postura de Francisco de Assis o colocou em oposição até aos seus pares. “Enquanto a Igreja, em armas, sonhava, em nome de Deus, conquistar a Terra Santa e aniquilar também fisicamente os muçulmanos, Francisco explicava aos frades como deviam viver entre os muçulmanos”, exemplifica a historiadora.

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